Mulher branca com cabelo longos escuros, com colar feito artesanalmente.

Aline Camila

A Revolução Industrial que teve início na Inglaterra no século XVIII(18), transformou radicalmente a vida dos ingleses.

A produção industrial que até então era feita manualmente, foi substituída por máquinas. Os trabalhadores passaram a ser “operários” que operavam essas máquinas, trabalhando até 14 horas por dia em troca de um salário.

Com a consolidação da Revolução industrial, os produtos passaram a ser produzidos em uma linha de produção, o que caracterizou a “produção em massa”, ou seja, muitos produtos iguais.

Na contramão da Revolução Industrial, surgiu na Inglaterra na segunda metade do século XIX, o movimento “Arts and Crafts”. Ele defendia o artesanato criativo como alternativa à mecanização e à produção em massa.

O principal líder desse movimento foi o pintor, escritor e socialista William Morris (1834 – 1896). Ele defendia uma arte “feita pelo povo e para o povo”. A ideia era que o operário se tornasse artista e pudesse agregar valor estético ao trabalho desqualificado da indústria.

Sob a liderança de Morris, começam a ser criadas as “Guildas”, que são associações compostas por pessoas qualificadas para trabalhar numa determinada função. Essas guildas regulamentavam o processo produtivo artesanal.

A partir de 1890, o Movimento de Artes e Ofícios liga-se ao estilo internacional do art nouveau espalhando-se por toda a Europa.

Agora que você conheceu um pouquinho da história do “Arts and Crafts”, vamos falar da influência que ele tem na vida de um artesão hoje!

Segundo o dicionário Michaelis, craft significa:

1. Artesanato;

2. Arte;

3. Destreza;

4. Ofício;

5. Profissão.

Enfim, uma palavra que resume tudo que nós artesãos somos e queremos: artistas por profissão!

Se você quiser parecer chique, quando te perguntarem o que você faz, ao invés de você dizer que é artesã, diga que você é uma crafter!

Hoje é muito comum encontrarmos a palavra craft em tudo que se refere a artesanato.

No mundo globalizado em que vivemos hoje, onde a informação é instantânea, a influência de outras línguas e de outras culturas estão acontecendo cada vez mais rápido em nosso meio.

O que é tendência nos Estados Unidos não leva mais alguns meses para chegar ao Brasil, e nos últimos anos, algumas palavras e Siglas em inglês tem se tornado comuns no meio artesanal.

Além do Craft, uma sigla que se incorporou ao artesanato brasileiro é o DIY.

DIY

 

Sigla DIY que se incorporou ao artesanato barsileiro, refere ao material artesanal a imagem

 

Você já viu essa sigla por ai na descrição de um vídeo ou em algum passo a passo(PAP)? Sabe o que significa?

DIY é a abreviação das palavras inglesas “Do It Yourself”, que traduzindo “faça você mesmo.”

O DIY tem se popularizado não somente no meio artesanal, mas em vários outros como moda, alimentação, móveis,…

 

Mas quando e porquê surgiu essa sigla?

Após a Segunda Guerra Mundial(1939-1945) e início dos anos 50, as pessoas começaram a realizar projetos de reparos caseiros os quais elas mesmas faziam sozinhas, usando os materiais que tinham à sua disposição. Surgindo assim o DIY.

Nos anos que se seguiram, com o surgimento da cultura Punk, o DIY começou a ser mais associado à produção musical e midiática independente (discos, rádios piratas e zines, por exemplo).

Os instrumentos das bandas que surgiram nesse período geralmente eram feitos pelos seus próprios músicos e a cultura do DIY nessa época estava muito relacionada à ideia de cooperação entre as pessoas.

À partir do ano 2000 acontece o retorno dessa cultura do DIY, porém com aspectos diferenciados daquele dos anos 50, 60 e 70. Sua força agora se encontra no fato de as pessoas estarem cada vez mais fazendo suas próprias coisas como: roupa, sapato, cerveja, móveis… a ideia ainda é a mesma: você pode muito bem construir, consertar ou modificar suas coisas sozinho, sem ter que recorrer à profissionais caros.

Mas agora com a facilidade de que você pode contar com a ajudinha de uma revista ou de um site.

A cultura do DIY daquela época era baseada na cooperação entre as pessoas. Nos dias de hoje com todas as tecnologias disponíveis, ela não deixou de ser uma “cooperação”, mas agora ela aparece tanto de forma gratuita em vídeos e e-books, como também em versões pagas de cursos online, e-books e revistas.

Ao passo que naquela época a comunicação era bem restrita, a evolução e popularização da internet, permite hoje que as pessoas divulguem seus trabalhos em forma de PAP (passo a passo) em diversas redes sociais,  ganhando assim muitos seguidores e admiradores dos seus trabalhos.

O artesanato brasileiro vem passando por várias transformações nos últimos anos. A luta pela sua valorização, vem sendo realizada tanto por entidades quanto por pessoas físicas, e várias mudanças já são notórias.

A internet possibilitou a facilidade de comunicação, divulgação e venda de produtos artesanais antes disponibilizados apenas em um âmbito regional.

Você que é artesão e que ainda não usa muito a internet para divulgar seus trabalhos, por favor comece a quebrar essa barreira entre você o computador e as suas vendas.

Acesse o a artigo 5 dicas essenciais para você vender cada vez mais o seu artesanato,  comece a colocar em prática e fique atento às nossas novidades, pois vem muita coisa boa por ai para te auxiliar a vender cada vez mais o seu artesanato e fazer dele um negócio rentável.

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Aline Camila. 

Créditos:(http://enciclopedia.itaucultural.org.br)