De menina da roça à professora universitária! Hoje, artesã e empreendedora digital.

Mulher branca com cabelos longos escuros e colar feito artesanalmente.

Aline Camilla

Para uma menina simples, criada na roça, em uma casa onde não tinha se quer energia, no interior de Goiás, observar o trabalho de sua mãe e tentar copiá-la se torna algo natural e comum. Mas infelizmente minha mãe trabalhava muito e não tinha tempo para me ensinar muitas coisas!

O que fazer? Desistir de aprender, ou se virar e aprender sozinha, olhando, tentando entender como se faz?

Preferi a segunda opção e essa decisão me trouxe aqui hoje!

Aos 5 anos de idade, amava ver minha mãe fazer crochê, ponto cruz, costura… Mas ela achava que eu era menina demais pra aprender essas artes e não tinha paciência para me ensinar. Até que um dia meu pai disse a ela:

“Bem! Ensina a menina, quem sabe ela consegue!”

As sábias palavras do meu pai naquele dia mudaram a minha vida!

As correntinhas do crochê eu já sabia fazer, então minha mãe resolveu me ensinar a montar o meu primeiro forrinho e… daquele dia em diante eu não precisei mais de ajuda, aprendi a fazer outros e outros modelos só de olhar.

Foi o meu grito de independência aos 5 anos de idade!

Você tem noção do que é para uma menina simples, de cinco, seis anos de idade, fazer algo que gosta muito e ainda ganhar dinheiro com isso?

Ninguém me obrigava a fazer  nada, eu fazia porque gostava, porque era fascinante a descoberta de algo novo, encantador e ao mesmo tempo rentável.

Meus pais não tinham boa condição financeira, ao contrário. Não faltava o de comer, mas roupas, calçados, brinquedos,… tínhamos bem poucos e a possibilidade de agora poder comprar o que eu desejava com o meu dinheiro, era algo extraordinário pra mim.

As pessoas achavam lindo ver aquela menininha tão pequena e tão inteligente a ponto de fazer jogos de crochê, e compravam tudo que eu fazia.

Aos 7 anos aprendi a fazer ponto cruz, passei então, além dos jogos de crochê, a fazer panos de prato também. E continuava a vender tudo.

Aos 8 anos já começava a fazer minhas próprias roupas, cortadas e feitas as escondidas da minha mãe que não me deixava cortar seus retalhos nem mexer na sua máquina. Mas quando viu a primeira bermuda que eu fiz sozinha, ela acabou deixando.

À partir dai, quase não compro roupas, eu mesma as faço!

Desde então me tornei adepta do faça você mesma, hoje chamado de DIY. Assim posso dar aquele toque especial em cada peça que crio, seja ela uma roupa, uma bolsa, uma mochila, uma caixa de MDF, um pano de prato,…

Os anos passaram, e eu fui pra faculdade, adivinha de que?

Lousa com fórmulas matemáticas.“Matemática!”

Que se tornou minha segunda paixão!

Sempre gostei de todas as matérias, nunca tive problemas com nenhuma, mas a matemática sempre me encantou!

Sempre gostei de aprender sobre todos os assuntos, mas não para guardar esse conhecimento pra mim, mas para passar esse conhecimento adiante. Então me tornei “Professora de Matemática!”

 Ministrei aulas no ensino fundamental e médio na rede pública de Goiás por 2,5 anos e por 4 anos na rede pública de São Paulo.

 

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Todos nós conhecemos a realidade do ensino público em nosso país e para um professor de matemática ele se torna ainda mais difícil.

“Como fazer adolescentes aprenderem matemática?”

“De quem é a culpa quando eles não aprendem e tiram notas baixas?”

A culpa era toda minha!

Eu que tinha que me virar e descobrir uma maneira deles se interessarem pela matemática e aprendê-la.

E o que eu resolvi fazer?

Antes que eu entrasse em depressão resolvi parar de dar aulas!

Engravidei da minha segunda filha(Larissa) e fui costurar e cuidar delas! Minha mãe queria morrer:

“Estudou tanto pra quê? Pra cuidar de casa e costurar?”

Nunca fui do tipo que trabalha ou vive contrariada! Não vivo reclamando da vida, ao contrário, quando acho que está ruim, vou lá e mudo tudo que for necessário pra que fique bom!

Em São Paulo morávamos em uma cidade pequena de pouco mais de quatro mil habitantes, as vendas eram poucas e os ganhos também! Decidimos então voltar para Goiás.

Vida nova, tudo novo, trabalhos novos!

Deixei as costuras e voltei a dar aulas na rede pública. Fiz especialização em Docência do Ensino Superior e para minha surpresa, logo fui chamada para dar aulas na faculdade da cidade, que era o que eu mais queria. Por seis meses fiquei nos dois, depois fiquei só na faculdade.

Como só trabalhava a noite voltei a mexer com as costuras, mas não de roupas agora, mas de bolsas e outras peças para enxoval de bebê. Reativei minha loja virtual e para minha surpresa, em pouco mais de um mês já estava vendendo o que eu ganhava na faculdade.

Vem 2015, as dificuldades para conseguir o FIES, os alunos diminuem, consequentemente as aulas também, resultado:

“Eu fui demitida!”

 O mais interessante é que algo que era pra ser uma notícia ruim, pra mim foi ótima. Não que eu não gostasse de ministrar aulas na faculdade, ao contrário, eu amava e estou sentindo muita falta dos meus alunos. Mas essa demissão aliada a todo o conhecimento que eu adquiri sobre empreendedorismo ao longo dos dois anos que ministrei aulas no curso de Administração, me permitiram sonhar e buscar voos mais altos em direção ao meu objetivo atual:

“Abrir e consolidar minha escola online de empreendedorismo e artesanato!”

 Uma escola onde eu possa colocar em prática minhas maiores paixões:

Ministrar aulas, o artesanato, a matemática e a mais recente, o empreendedorismo.

Uma escola onde os alunos não irão aprender apenas  várias técnicas de artesanato, mas também como e onde vender esse artesanato.

As aulas serão ministradas através de vídeo aulas ou e-books e os alunos poderão acessar os conteúdos a qualquer hora, em qualquer lugar através da internet.

Este é um sonho que está começando a se tornar realidade, e em breve acontecerá o lançamento do meu primeiro curso.

Aguardem!

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Tchau e até o próximo artigo!

Aline Camila.